

Xbox, Switch, PC, PS5
Depois de uma hora, queremos continuar a jogar?
Sim, continuamos.

No episódio de hoje vamos jogar Metal Gear Solid 4, o grande destaque na nova Master Collection 2. Para quem não sabe, é um jogo stealth onde o objetivo é passar por zonas inimigas despercebidos, ao mesmo tempo que completamos os nossos objetivos de missão. Para dizer a verdade, já o joguei na velhinha PS3, mas foi há tanto tempo que já nem me lembro de quase nada. Por isso, agarrem as vossas caixas de cartão, pois a missão começa agora.
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Ao contrario dos jogos anteriores, onde os níveis tinham áreas mais fechadas, e cuidadosamente estruturadas para que tivéssemos vantagem sobre os inimigos, em MGS4, isso não acontece tanto. Agora temos cenários maiores, quase como se fosse uma cidade real. Lembro-me de os achar impressionantes quando joguei a versao original em 2008, mas hoje , acho que se perde um pouco da jogabilidade refinida dos antigos.
Outra grande novidade no gameplay é o facto de o fato do Snake se comportar como um camaleão: podes encostar-te a uma parede ou ao chão e o fato adquire a cor e textura do local. Isto é muito útil para escaparmos sorrateiramente. São mecanicas como esta que me fazem adorar esta serie. Não há sensação melhor do que te esgueirares pelos soldados sem que eles se apercebam.
Outra grande diferença para os jogos mais antigos é o funcionamento das armas: o objetivo principal continua a ser o stealth, mas agora podemos, se quisermos claro, avançar com arma em riste a matar pessoas como um psicópata.
E falando em ser psicopata, agora temos também uma barra de psique, que reflete o estado mental de Snake e é afetada por situações stressantes, como estar no caminho das balas ou com falta de munição. Isto afeta a pontaria e a resistência do Snake. Curiosamente, o Snake recupera a sanidade a fumar. Porque aparentemente, neste jogo, o cigarro é terapia.

Metal gear solid 4 é uma sequela direta de metal gear solid 2. Neste universo, as guerras deixaram de ser travadas por exércitos nacionais e passaram a ser controladas por PMCs (Private Military Companies) empresas privadas ligadas entre si através de um sistema chamado SOP (Sons of the Patriots), que controla e regula os soldados através de nanomáquinas.
Este é o cenario onde se inicia mais uma narrativa que promete muitas reviravoltas e explicações rebuscadas típicas da serie, e que nos vai levar ao Médio Oriente, onde o nosso conhecido Snake, envelhecido precocemente pela sua condição genética, arrisca tudo numa última missão para eliminar Liquid Ocelot, a consciencia de Liquid Sanke, após este tomar conta do corpo de Revolver Ocelot.
Apesar da idade, o jogo continua impressionante graficamente: os cenários são variados e bem detalhados, as personagens são expressivas e a cinematografia de Hideo Kojima continua a ter a mesma qualidade. Existe um certo ar de plástico na pele das personagens que demonstra mais a idade do jogo, mas, de resto, tudo muito bonito e agradável.
O áudio também não desilude. A dobragem em inglês continua com o elenco clássico, David Hayter volta a dar voz ao Snake e desculpem fãs do keith sunderland, Hayter é snake. Nada se compara.
A banda sonora do Harry Gregson-Williams é um espetáculo à parte: mistura aqueles temas orquestrais épicos com faixas mais eletrónicas e relaxadas, apresentando sempre grande qualidade.
É tão bom ver este jogo a 60fps.
A versão da PS3 sofria com a ambição do jogo, lembro-me de sentir lentidão a jogar. Agora tudo é fluido, apontar e reagir é mais fácil.
Pontos fortes
Pontos fracos

Ao fim de 60 minutos, o que dizer deste clássico?
Continua divertido, com aquela mistura única de tensão stealth e loucura de ação que só a série Metal Gear sabe fazer. Embora eu prefira os outros jogos da saga, sinto falta daquele design de níveis mais apertado e refinado MGS4 continua a ser uma peça essencial. E sim vale a pena continuar a jogar muito para além da primeira hora.