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Medal of Honor: Allied Assault
PC · 2002

Escrito por
Zema — Video & Social Media Producer · 21 de Setembro 2026
Ainda vale a pena jogar isto hoje?
Sim, continua a valer.
Em 2002, este jogo era um mundo. Tinha uma inveja danada dos meus amigos que conseguiam jogá-lo, naquela altura, o meu PC não era bom o suficiente para o correr. Limitava-me, por isso, a jogar em casas de amigos. Falo de Medal of Honor: Allied Assault. Mas, olhando para ele passados todos estes anos, será que os gráficos eram assim tão realistas como me lembro?

Na minha mente, o jogo era como o filme O Resgate do Soldado Ryan. Infelizmente, na realidade não é bem assim: muito impressionante para a época, mas hoje conseguimos ver-lhe as falhas.
Medal of Honor: Allied Assault inventou a fórmula moderna do FPS campanhas cinematográficas, tiroteios cheios de espetáculo, aquela sensação de estarmos dentro de um filme de guerra. Os jogos Call of Duty limitaram-se a pegar no conceito e a levá-lo mais além. Os designers principais, Vince Zampella e Jason West, saíram pouco depois para fundar a Infinity Ward. Foi essa mesma equipa que, dois anos mais tarde, criou o primeiro Call of Duty. Ou seja: se gostas de Call of Duty, estás literalmente a jogar o neto espiritual de Allied Assault.
O jogo saiu em 2002 para PC, desenvolvido pela 2015, Inc. e publicado pela Electronic Arts. Foi o terceiro título da série Medal of Honor, mas o primeiro feito de raiz para computador em vez de consola, construído sobre uma versão modificada do motor do Quake III Arena, o id Tech 3.
Assumes o papel do Tenente Mike Powell, um operativo da OSS integrado nos Army Rangers, e percorres missões espalhadas pelo Norte de África e pela Europa: infiltração em Argel, sabotagem na Noruega e, claro, o momento mais marcante do jogo, o desembarque na Normandia, no Dia D.

O objetivo dessa missão era replicar a espetacularidade da cena do Dia D no filme O Resgate do Soldado Ryan, e em 2002 conseguiu, toda a gente ficava impressionada a jogá-la. Hoje já não tem o mesmo impacto de outros tempos, mas continua, na minha opinião, muito bem conseguida.
A nível de jogabilidade, Allied Assault trouxe inimigos com uma IA surpreendentemente competente para a época, reagiam, procuravam cobertura e coordenavam-se entre si. O arsenal de armas é historicamente fiel à Segunda Guerra Mundial, podemos usar armas dos dois lados do conflito, como por exemplo a thompson e a mp40. Os controlos continuam tão bons hoje como há mais de vinte anos: sentimos aquela fluidez que seria depois herdada pelos Call of Duty. O gameplay em si não envelheceu praticamente nada; sinto falta, apenas, de conseguir apontar a arma pela mira.
Já o level design denuncia mais a idade do jogo. Sem a bússola a ajudar-nos a navegar, andaria seguramente perdido várias vezes os mapas não são tão orgânicos como os das campanhas atuais de Call of Duty. Ainda assim, o jogo continua tão divertido como sempre, e continuo a recomendá-lo a qualquer fã de FPS.
Comercialmente, foi um sucesso enorme: quase 900 mil cópias vendidas e mais de 34 milhões de dólares faturados só nos Estados Unidos, tornando-se um dos jogos de PC mais vendidos da década. A versão original foi banida na Alemanha por causa da representação de suásticas, e só chegou às lojas alemãs numa versão censurada.
Porque ainda vale a pena
- Campanha cinematográfica
- IA dos inimigos
- Gunplay
- Variedade de missões
- gameplay
Onde já envelheceu
- Gráficos envelheceram bastante
- Level design pouco intuitivo
- Algumas mecânicas são bastante datadas
Veredicto

Mais de duas décadas depois, é fácil olhar para trás e ver Allied Assault como o momento em que o FPS bélico deixou de ser apenas mais um jogo de disparar a tudo que mexe para passar a ter ambições cinematográficas dos blockbuster dos cinemas. Da nossa parte continuamos a recomentdar o jogo.
