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O Melhor Final Fantasy Não é o VII (Top 5 Definitivo)

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O Melhor Final Fantasy Não é o VII (Top 5 Definitivo)

Ziggy

Escrito por

Ziggy — Web & Video Producer · 4 de Setembro 2026

Ok, malta, sentem-se, porque isto vai ser polémico. Fiz um Top 5 Final Fantasy e já vos aviso: o FFVII não é o número 1. Nem o 2. Sei que já há gente a preparar o comentário de "cancelado", mas calma, ouçam-me primeiro.

  1. 01
    Final Fantasy X

    Final Fantasy X

    Chegámos. E aqui não vou nem fingir ser imparcial, porque este jogo é pessoal para mim. Comprei uma PlayStation 2 SÓ por causa deste jogo. A sério. Vinha da PS1, já tinha jogado VII, VIII, IX — e depois vejo as primeiras imagens do X e penso literalmente "isto não pode ser real". Personagens com rostos, expressões, cutscenes que pareciam filmes. Foi o momento em que percebi que a geração tinha mudado de vez. Mas os gráficos são só o gancho. O que segura o jogo é Spira — um mundo dominado por religião, ameaçado por um monstro chamado Sin, preso numa tradição de peregrinação que ninguém questiona. E o jogo usa isto para perguntar: até onde vai uma sociedade quando acredita que não há alternativa? O Tidus não conhece Spira — e nós também não. Descobrimos tudo com ele, ao mesmo tempo. A Yuna carrega o peso do mundo inteiro nas costas, literalmente, e a relação entre os dois cresce devagarinho ao longo da peregrinação até ao momento em que vocês percebem o que aí vem — e aí, preparem lenços. Auron, Wakka, Lulu, Kimahri, Rikku — cada um representa um pedaço diferente de Spira. No combate, o sistema mostra a ordem dos turnos e obriga-vos a trocar de personagem sem parar — Wakka contra voadores, Lulu contra magia, Auron contra armadura. O Sphere Grid dá-vos progressão a sério, e os Aeons deixam de ser só "summon bonito que aparece 3 segundos" para serem personagens que controlam diretamente. E depois há "To Zanarkand". Sério, só os primeiros segundos e já estou de volta a ter 12 anos. Reconheço o impacto do VII. Reconheço a história do VI. Reconheço o sistema do V. Mas o X foi o jogo que juntou tudo isto E ainda me deixou uma marca emocional que nenhum outro conseguiu. Foi o jogo que me fez comprar uma consola. Nenhuma lista de Final Fantasy escapa à nostalgia — e a minha não é exceção. Para mim não é só o melhor FF. É o meu jogo preferido.

  2. 02
    Final Fantasy VI

    Final Fantasy VI

    E agora chegamos ao "quase primeiro". Para muita gente, este É o primeiro, sem discussão nenhuma. E percebo perfeitamente porquê. Mesmo com a Super Nintendo a chiar nos limites técnicos, o VI construiu uma das histórias mais loucas e ambiciosas da série: guerra, império, rebeldes, experiências científicas em pessoas, e no meio disto tudo, a Terra, que nem sabe bem quem é. Mas este jogo não é só sobre ela — é sobre um grupo gigante: Terra, Locke, Edgar, Sabin, Cyan, Celes, Setzer, Relm, Shadow. Cada um tem história, motivo, personalidade própria. É provavelmente o melhor elenco de toda a franquia, sem exceção. E depois há o Kefka. Esqueçam vilões que "ameaçam" destruir o mundo — o Kefka destrói mesmo. O jogo deixa-vos falhar. Falham. A seguir a isso o mundo transforma-se no World of Ruin e o jogo inteiro muda de forma — já não estão a tentar salvar nada, estão a tentar sobreviver ao que sobrou. Para a época, isto era uma loucura de ambição narrativa. A banda sonora está entre as melhores de sempre da série, e a cena da ópera é... simplesmente, tens de ver. Não vou estragar, mas é um daqueles momentos em que sentes o jogo a dizer "olha o que dá para fazer com isto". Não tem a profundidade do sistema de Jobs do V, mas cada personagem tem identidade própria de combate, e o sistema de Espers dá alguma liberdade extra. No fim de contas, é provavelmente o Final Fantasy mais completo dos cinco — e sinceramente, podia perfeitamente ser o número 1.

  3. 03
    Final Fantasy VII

    Final Fantasy VII

    Ok. Preparem-se. Respirem fundo. Sim, o Final Fantasy VII — o mais influente, o mais icónico, aquele que literalmente colocou os JRPG no mapa fora do Japão — está em 3º. Antes que fechem o vídeo e vão escrever "cancelado" nos comentários: 3º lugar não é o mesmo que "3º mais importante". Se isto fosse um ranking de impacto na indústria, o VII ganhava com distância. Chegou em 1997, e em vez de começar numa aldeia calminha com um herói escolhido, começa a explodir um reator numa cidade dominada por uma corporação. Midgar continua a ser um dos cenários mais bem construídos de sempre da série. Cloud é icónico. Sephiroth é tão icónico que gente que nunca jogou o jogo sabe quem ele é (e provavelmente já ouviu o One-Winged Angel nalgum meme). Aerith, Tifa, Barret, Red XIII, Cid, Yuffie, Vincent — elenco brutal, mas tão grande que alguns ficam meio esquecidos pelo caminho (desculpa lá, Cait Sith). O sistema de Materia dá-vos uma liberdade parecida à do V, mas ao contrário: em vez de mudar de classe, é o que equipam que define quem são. E a música... intemporal, não há volta a dar. Então porquê 3º? Porque, sejamos sinceros, é o jogo que envelheceu de forma mais irregular dos cinco. Tem partes que hoje parecem confusas, o ritmo nem sempre acerta, e graficamente é claramente o mais datado da lista. Isto não lhe tira a coroa de "mais importante" — só não é, para nós, o "melhor de jogar hoje".

  4. 04
    Final Fantasy V

    Final Fantasy V

    E aqui está a escolha que vos vai fazer pausar o vídeo para escrever nos comentários. O V. Acima do IX. Um jogo de 1992 que durante anos foi basicamente o "primo esquecido" da série no Ocidente. Mas — e é um mas grande — dá-lhe uma oportunidade e percebes porque é que tem fãs tão obcecados. O sistema de Jobs é, sem exagero, uma das coisas mais divertidas que a Square alguma vez fez. Um Knight anda a andar por aí a lançar magia. Um Black Mage rouba habilidades de outra classe. É basicamente um jogo que te dá um caixote de Lego e diz "faz o que quiseres, malandro". E o truque genial: aprendeste uma habilidade num Job? Ela vai contigo quando mudas de classe. Não estás só a trocar de roupa, estás sempre a construir a personagem. É por isso que, mais de 30 anos depois, ainda joga incrivelmente bem. A história? Bartz, Lenna, Faris e Galuf são basicamente uma equipa de aventureiros meio desajeitados, com muito mais humor do que os outros FF — até que, do nada, o jogo decide dar-vos um murro emocional e vocês ficam tipo "ok, não esperava isto". O vilão, Exdeath, não tem grandes camadas — é só o vilão clássico de fantasia, ponto final, e sabem que mais? Está tudo bem assim. Não tem a história mais épica, não tem o mundo mais icónico, mas em pura diversão e liberdade, o V ganha a maior parte dos outros FF sem sequer suar. 4º lugar bem merecido.

  5. 05
    Final Fantasy IX

    Final Fantasy IX

    Já sei, já sei, para muita gente este é literalmente o Final Fantasy da infância e eu estou aqui a metê-lo em último. Mas ouve: se cresceste a ver Willow, Neverending Story, Labyrinth — coisas com magos, castelos e dragões a sério — este jogo é praticamente feito à tua medida. Depois de dois jogos futuristas (VII e VIII), o IX decide fazer o oposto e voltar à fantasia clássica. Vivi, Garnet e Zidane são um dos melhores trios da série, sem exagero. Já a Freya e o Amarant... coitados, entram no jogo e depois é como se a Square se esquecesse deles. "Ah pois, também temos estas duas personagens." Não tens escolha de jobs como noutros FF — cada um tem o seu papel e pronto, aguenta-te. E a música é do Uematsu, ou seja, já sabem, nem preciso de dizer mais nada. Se isto é só o 5º lugar, já vão perceber que vai ficar picante lá para cima.