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Captain Tsubasa II: World Fighters

Vale a pena?

Captain Tsubasa II: World Fighters

Xbox, PC, PS5, Switch

Zema

Escrito por

Zema — Video & Social Media Producer · 29 de Agosto 2026

Depois de uma hora, queremos continuar a jogar?

Sim, continuamos.

Captain Tsubasa 2: World Champions, é a sequela direta de Rise of the New Champions, e continua a receita de sempre: menos regras da FIFA, mais golos capazes de rasgar a rede. Calcem as chuteiras, porque o apito inicial é agora.

 

Gameplay

Aqui está o verdadeiro coração do jogo. Esqueçam simulações realistas: não há faltas, não há livres, e os lançamentos laterais são pouco comuns. O foco está todo na espetacularidade das jogadas, ao ponto de o próprio jogo parecer, por vezes, mais um jogo de luta com uma bola aos pés do que futebol a sério golos que rasgam literalmente a rede, remates em bicicleta que desafiam a anatomia humana e um ou outro cenário destruído no processo.

O objetivo é claro: marcar golos. Para isso, temos de desgastar a barra de HP dos guarda-redes, que vai diminuindo a cada defesa que estes fazem. Mas nem todos os remates pesam da mesma forma.

Sempre que carregamos para rematar, uma barra vai crescendo e quanto maior ficar, mais desgaste infligimos na resistência do guarda-redes. É aqui que o jogo se torna um autêntico jogo de nervos: seguramos a bola mais tempo e arriscamos um drive shot devastador, ou soltamos a bola mais cedo e desgastamos menos, mas garantimos que o remate sai antes de sermos intercetados? Esta tensão entre paciência e risco é, sem dúvida, o que torna cada lance emocionante.

Para complicar (ou animar) ainda mais as coisas, as personagens mais icónicas da série têm à disposição remates especiais que dizimam a resistência dos guarda-redes de forma ainda mais brutal o tal Drive Shot do Tsubasa, por exemplo, não é só espetáculo visual, é uma machadada na barra de HP adversária. E quando essa barra chega a zero, deixa de haver drama: um remate qualquer, por mais simples que seja, resulta em golo garantido. É uma forma inteligente de dar ritmo aos jogos, transformando o que podia ser um "quem mete mais golos ganha" num verdadeiro cerco à resistência do guardião.

Antes de cada jogo do modo história passamos ainda pelo balneário, onde podemos consultar informação sobre os adversários e ajustar a equipa, incluindo formação e posição dos jogadores um toque de gestão simpático antes de tudo se resumir a escolher bem o momento de disparar. Ao todo, o jogo conta com 22 seleções nacionais e mais de 110 personagens jogáveis, o que garante variedade suficiente para nunca enjoar do mesmo onze inicial.

História

O jogo baseia-se no arco "World Youth" do mangá original, com a narrativa a decorrer quatro anos depois do jogo anterior. Na hora que joguei Seguimos tsubasa e amigos a disputar o campeonato de jovens no Brasil. Tsubasa joga no sao paulo, e na primeira hora disputamos uma partida com o boca juniors e outra contra o grémio de porto alegre. Antes de tudo isto, porém, criamos o nosso próprio jogador: personalizamos traços faciais, voz e celebrações de golo. É uma abordagem meio RPG meio criação de avatar que dá logo vontade de ver o nosso "eu" virtual a fazer chover golos impossíveis. Eu criei o toni, como podem ver um infeliz que se quer destacar a usar óculos de sol nas partidas.

Vale a pena referir que a história continua a ser supervisionada pelo criador original do mangá, Yoichi Takahashi, o que dá alguma legitimidade ao facto de estarmos a ver enredos novos, nunca antes vistos no papel.

Gráficos

Visualmente, o jogo aposta tudo no espetáculo as cutscenes dos personágens são espetaculares e recriam a série brilhantemente.

Som / Música

A banda sonora é assinada por Tadayoshi Makino, o mesmo compositor elogiado no jogo anterior, e desta vez traz mais de 100 faixas energéticas para acompanhar a ação. Dá para sentir que cada remate especial tem quase um tema próprio a acompanhá-lo, o que ajuda bastante a vender a ideia de que estamos perante feitos sobre-humanos e não um jogo de futebol normal.

Performance

Correu-me tudo fluido durante esta primeira hora, 60 fps certos sem quebras percetíveis, mesmo nos momentos mais caóticos com múltiplos efeitos especiais no ecrã ao mesmo tempo.

Pontos fortes

  • Gameplay original e divertido: afasta-se do futebol realista e aposta deliberadamente no exagero típico de Captain Tsubasa.
  • Sistema de resistência dos guarda-redes: a barra de HP acrescenta estratégia aos remates e cria tensão entre carregar mais tempo ou disparar rapidamente.
  • Remates especiais: dão identidade às personagens e tornam os momentos de jogo visualmente espetaculares.
  • Grande variedade de conteúdo: 22 seleções e mais de 110 personagens jogáveis oferecem bastante diversidade.
  • Personalização do jogador: criação do avatar, incluindo aparência, voz e celebrações, acrescenta uma componente RPG interessante.
  • Fidelidade ao anime/mangá: as cutscenes e a supervisão de Yoichi Takahashi ajudam a manter a identidade da série.
  • Bom desempenho técnico: na experiência relatada, o jogo manteve-se nos 60 FPS sem quebras percetíveis.
  • Banda sonora energética: mais de 100 faixas ajudam a reforçar o ritmo e o espetáculo dos jogos.

Pontos fracos

  • Gameplay potencialmente repetitivo: apesar da estratégia da barra de HP, a estrutura parece estar muito centrada em desgastar o guarda-redes e marcar.
  • Profundidade tática aparentemente limitada: existe gestão de equipa, mas o texto sugere que a principal decisão durante o jogo continua a ser quando e como rematar.
  • Excesso de exagero: para quem não conhece ou não aprecia Captain Tsubasa, golos que destroem redes e jogadas impossíveis podem parecer absurdos ou pouco credíveis.

Veredicto

Ao fim de 60 minutos, Captain Tsubasa 2: World Champions convence pela originalidade da proposta: é futebol, mas filtrado por anime dos anos 80, onde a física é apenas uma sugestão. Não é um jogo para quem procura realismo, mas para quem quer ver golos impossíveis e personagens a desafiar as leis da gravidade, cumpre perfeitamente o que promete. Vale a pena continuar a jogar? Sim, nem que seja só para descobrir que remate absurdo vem a seguir.